Ataques cripto roubaram US$ 2,2 bilhões em 2025, concentrados em poucos incidentes. Bybit liderou com perda recorde de US$ 1,4 bilhão em ETH. Falhas combinaram Ataques cripto roubaram US$ 2,2 bilhões em 2025, concentrados em poucos incidentes. Bybit liderou com perda recorde de US$ 1,4 bilhão em ETH. Falhas combinaram

US$ 2,2 bilhões roubados: 2025 entra para a história como o ano dos maiores hacks cripto

2026/01/02 17:00
  • Ataques cripto roubaram US$ 2,2 bilhões em 2025, concentrados em poucos incidentes.
  • Bybit liderou com perda recorde de US$ 1,4 bilhão em ETH.
  • Falhas combinaram erros de infraestrutura e brechas em contratos inteligentes.

O ano de 2025 foi um dos mais duros para a segurança no mercado de criptomoedas.

Ao todo, os 10 maiores ataques drenaram cerca de US$ 2,2 bilhões, valor semelhante ao de 2024, porém muito mais concentrado.

Ataques gigantes marcaram o ano

O caso mais grave ocorreu em fevereiro, a Bybit sofreu o maior roubo cripto da história, com a retirada de 401 mil ETH, avaliados em US$ 1,4 bilhão, investigadores apontaram possível comprometimento de chaves de assinatura em carteiras multisig baseadas no Safe.

Além disso, ataques relevantes atingiram protocolos descentralizados, a Cetus, DEX da rede Sui, perdeu cerca de US$ 223 milhões após spoofing de tokens e falhas na lógica de preços. Já a Balancer V2 sofreu um exploit de US$ 128 milhões causado por erro de arredondamento em pools estáveis.

Exchanges centralizadas também falharam

Entretanto, não foram apenas protocolos DeFi, corretoras centralizadas voltaram a ser alvo. A Bitget perdeu cerca de US$ 100 milhões após manipulação de seu robô de market making no mercado VOXEL.

Antes disso, a Phemex teve US$ 85 milhões drenados de hot wallets, enquanto a iraniana Nobitex perdeu até US$ 90 milhões em um ataque semelhante, em todos os casos, falhas de controle de chaves privadas foram determinantes.

Além disso, incidentes como BtcTurk (US$ 48 milhões) e CoinDCX (US$ 44,2 milhões) mostraram riscos internos, no caso indiano, um funcionário chegou a ser preso, segundo autoridades locais.

DeFi segue vulnerável a falhas lógicas

Por outro lado, exploits menores também expuseram riscos recorrentes. A Infini perdeu US$ 49,5 milhões por permissões administrativas mal configuradas.

Já a GMX teve US$ 42 milhões drenados em sua versão V1, na rede Arbitrum, após falha de reentrância, esses episódios reforçam um padrão. Falhas simples, porém críticas, seguem passando por auditorias.

Falhas críticas seguem sem solução

Portanto, 2025 evidenciou um problema estrutural, o volume roubado não cresceu, mas o impacto ficou mais concentrado.

Para o mercado, o recado é claro, sem gestão rigorosa de chaves, auditorias contínuas e governança sólida, perdas bilionárias continuarão ocorrendo.

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