O chanceler venezuelano, Yvan Gil (PSUV, esquerda), declarou neste sábado (3.jan.2026) ter conversado com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, por telefone acerca do ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Segundo afirmou Gil em publicação na plataforma X, Vieira “expressou sua enérgica condenação a este ato inédito de agressão militar criminosa contra nosso povo”.
O representante do governo da Venezuela agradeceu ao ministro brasileiro “por suas palavras de solidariedade”. Até o momento, o Itamaraty não divulgou comunicado oficial acerca da ofensiva. Vieira está de férias e quem está à frente do ministério é a secretária-executiva Maria Laura da Rocha.
Neste sábado (3.jan), os Estados Unidos confirmaram um ataque militar “em larga escala” contra a Venezuela. O presidente Donald Trump (Partido Republicano) afirmou ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), e a primeira-dama, Cilia Flores. Ambos teriam sido retirados do país por via aérea.
O jornal New York Times falou por telefone com Trump. Questionado se houve autorização do Congresso norte-americano para a realização da ofensiva, o presidente respondeu que esses detalhes serão discutidos em uma entrevista coletiva marcada para as 11h em Mar-a-Lago, na Flórida (13h em Brasília).
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez (PSUV), declarou que desconhece o paradeiro de Maduro e Flores e exigiu do governo dos EUA prova de vida de ambos. Além disso, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em pronunciamento em cadeia nacional, disse que os Estados venezuelanos de Miranda, Aragua e La Guaira foram alvos da ofensiva. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a operação nem sobre vítimas civis.
O senador Mike Lee (Partido Republicano-Utah) declarou que conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pelo telefone e que ele informou que Maduro foi “preso por agentes dos Estados Unidos para responder a acusação criminal nos Estados Unidos”.
Explosões foram registradas em várias partes do país, incluindo a capital, Caracas, por volta das 2h (3h em Brasília). Imagens que circulam nas redes sociais mostram veículos em chamas e colunas de fumaça. Alguns dos vídeos foram partilhados pelo ex-presidente da Bolívia Evo Morales e pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana). Outros líderes latino-americanos reagiram aos ataques.
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