O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), determinou nesta 2ª feira (12.jan.2026) a imposição de uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais com os EUA realizadas por países que mantêm relações comerciais com o Irã.
“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, declarou Trump em seu perfil oficial na rede Truth Social.
A decisão tem aplicação imediata e afeta diretamente nações que mantêm relações comerciais simultâneas com os Estados Unidos e com o Irã. A medida abrange todo o território norte-americano.
O Brasil pode ser afetado pela medida. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.
A declaração de Trump foi feita após uma série de tensões e declarações públicas entre os governos dos Estados Unidos e do Irã, motivadas por protestos contra o regime iraniano.
Mais cedo nesta 2ª feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt afirmou que ataques aéreos contra o Irã estão sendo considerados por Trump, como uma das opções de resposta à violência durante protestos antigoverno.
No sábado (10.jan), Trump declarou que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar” o povo iraniano. No dia seguinte (11.jan), o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou que qualquer intervenção militar americana será revidada com ataques a Israel e a bases dos EUA na região.
As manifestações no território iraniano completam 3 semanas e causaram 544 mortes, das quais 47 são de policiais, segundo dados contabilizados até o domingo (11.jan). As autoridades iranianas detiveram 10.681 pessoas durante o mesmo período.
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.
Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):


