O J.P. Morgan Chase (JPMC34), maior banco dos Estados Unidos, reportou nesta terça-feira (13) queda no lucro no quarto trimestre de 2025, atribuída ao efeito extraordinário relacionado ao acordo com o Goldman Sachs para assumir a parceria do cartão de crédito da Apple.
No período encerrado em 31 de dezembro, o lucro do banco chegou a US$ 13 bilhões, equivalente a US$ 4,63 por ação. O valor é 7% menor em relação aos US$ 14 bilhões (US$ 4,81 por ação) registrados no mesmo período do ano anterior.
Ao excluir o efeito extraordinário ligado ao acordo do Apple Card, o lucro trimestral do J.P. Morgan foi de US$ 14,7 bilhões, (US$ 5,23 por ação) no último trimestre do ano.
Segundo o banco, o desempenho foi impulsionado pelo trading, atividade que envolve a negociação de ativos financeiros nos mercados.
Investir sem estratégia custa caro! Garanta aqui seu plano personalizado grátis e leve seus investimentos ao próximo nível.O J.P. Morgan deu início à temporada de balanços dos grandes bancos dos Estados Unidos. Nos próximos dias, Bank of America, Citigroup e Morgan Stanley também devem publicar seus resultados.
Às 12h37 (horário de Brasília), as ações do JPMorgan (JPMC34) caíam 3,18% na B3, a R$ 169,42. Na Bolsa norte-americana, os papéis JPM caem 2,63%, aos US$ 315,95.
No início deste mês, o J.P. Morgan e a Apple fecharam um acordo pelo qual o banco se tornou o novo emissor do cartão de crédito da fabricante do iPhone.
Em suas estimativas, o banco esperava registrar uma provisão de US$ 2,2 bilhões para perdas com crédito no quarto trimestre, relacionada ao portfólio, ou seja, reservas contábeis destinadas a cobrir possíveis inadimplências.
O acordo deve fortalecer a posição do J.P. Morgan no mercado de cartões de crédito e se soma às iniciativas estratégicas conduzidas pela atual gestão, que ampliaram a atuação do banco nos segmentos de varejo e banco de investimento.
A receita da divisão de mercados do J.P. Morgan cresceu 17% no quarto trimestre. Dentro desse segmento, a área de renda fixa registrou alta de 7%, enquanto o negócio de ações apresentou avanço de 40%.
Os bastidores do mercado direto no seu e-mail! Assine grátis e receba análises que fazem a diferença no seu bolso.O presidente-executivo do J.P. Morgan, Jamie Dimon, comenta que “a economia dos EUA manteve-se resiliente e, embora o mercado de trabalho tenha apresentado sinais de desaceleração, as condições não parecem estar piorando”.
Enquanto isso, afirma Dimon, “os consumidores continuam gastando e, de modo geral, as empresas permanecem saudáveis.”
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