A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação das provas obtidas pela Polícia Federal na operação que teve como alvo Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”. Ela é chefe da Assessoria Especial do gabinete da presidência da Câmara desde março de 2021.
O recurso foi encaminhado ao ministro Flávio Dino em dezembro. No pedido, a Câmara também solicitou o retorno de Tuca ao cargo. Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Tuca é ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), que presidiu a Câmara de 2021 a 2025. O alagoano é padrinho político do atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A Mesa Diretora é composta por 7 integrantes, entre eles Hugo Motta, além de 4 suplentes. O Poder360 procurou o presidente da Câmara, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
De acordo com informações disponíveis no site da Câmara, Tuca recebe salário de R$ 23.732,92 (R$ 17.425,17 líquidos, após descontos), além de benefícios no valor de R$ 1.784,42.
O Poder360 também entrou em contato com a defesa da funcionária. Nenhum posicionamento foi enviado até a publicação.


