Nos bastidores, autoridades dos EUA estão a reavaliar se devem continuar a apoiar o Digital Asset Market Structure Framework, um projeto de lei destinado a finalmente padronizar a forma como as criptomoedas são regulamentadas em todo o país. A hesitação não vem apenas dos legisladores – está a ser impulsionada pela crescente frustração dentro da Casa Branca após uma rutura nas relações com a Coinbase.
Pontos-Chave
De acordo com reportagem de Eleanor Terrett, altos funcionários estão a discutir abertamente se o apoio continuado faz sentido se os principais intervenientes da indústria se recusarem a cooperar. A mensagem em análise é direta: se a Coinbase se retirar, a Casa Branca também pode retirar-se.
Durante meses, o projeto de lei foi apresentado como um raro ponto de alinhamento entre reguladores, legisladores e o setor de criptomoedas. Esse equilíbrio mudou abruptamente quando o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, rejeitou publicamente o projeto, argumentando que este consolida regras financeiras desatualizadas em vez de modernizá-las.
As objeções de Armstrong atravessam múltiplas linhas de falha. Ele alertou que o quadro marginaliza produtos de rendimento de stablecoin, bloqueia efetivamente ações tokenizadas, concede acesso amplo a dados financeiros dos utilizadores e cimenta o domínio da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos sobre a Commodity Futures Trading Commission. A sua conclusão foi clara: é melhor abandonar o projeto de lei do que fixar o que ele vê como falhas estruturais.
As consequências foram imediatas. Os legisladores adiaram uma marcação planeada da Comissão Bancária do Senado que se esperava que impulsionasse o projeto de lei em meados de janeiro. A pausa sinalizou que o ímpeto tinha evaporado quase da noite para o dia.
A posição da Coinbase importa mais do que a maioria. Durante o ciclo eleitoral de 2024, a exchange emergiu como uma das maiores financiadoras políticas da indústria de criptomoedas, apoiando candidatos vistos como favoráveis aos ativos digitais. O seu apoio tem sido amplamente visto como um indicador de aceitação mais ampla da indústria – e sem ele, os senadores estão cautelosos em avançar com legislação que poderia enfrentar reações negativas do setor que pretende regular.
Fontes próximas das discussões dizem que a administração foi apanhada de surpresa pela reversão pública da Coinbase e encarou-a como uma quebra de confiança. Internamente, a medida foi descrita como uma tentativa de ditar termos em vez de negociá-los.
A frustração assumiu um caráter político mais acentuado. Funcionários terão rejeitado a ideia de que uma única empresa possa falar por toda a indústria de criptomoedas, enfatizando que o quadro reflete prioridades definidas por Donald Trump e a sua administração, e não por executivos corporativos.
No cerne do impasse está um conflito familiar: stablecoins. Diz-se que a Casa Branca favorece uma estrutura alinhada com grandes bancos e instituições financeiras tradicionais, enquanto a Coinbase argumenta que tais compromissos são feitos à custa da inovação e competição.
Por agora, o projeto de lei está em suspenso. Com a unidade da indústria fraturada e o apoio político já não garantido, o caminho a seguir para uma regulamentação abrangente de criptomoedas nos EUA parece muito menos certo do que há apenas algumas semanas.
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