O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) anunciou na 6ª feira (16.jan.2026) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair vão integrar o “comitê executivo fundador” do Conselho da Paz para Gaza.
A criação do Conselho faz parte da 2ª fase do plano para pôr fim ao conflito no território, com foco no desarmamento do Hamas, na reconstrução do enclave e no estabelecimento de um governo pós-guerra. A trégua teve início em 10 de outubro de 2025, porém, Israel e o Hamas continuaram a trocar acusações de violações do cessar-fogo.
Os EUA declaram estar “comprometidos em apoiar esse marco de transição” e trabalhar “em estreita parceria com Israel, países árabes-chave e a comunidade internacional” para alcançar seus objetivos.
Segundo o comunicado divulgado pela Casa Branca, o Conselho da Paz será presidido por Trump e terá “papel essencial na execução dos 20 pontos do plano presidencial, oferecendo supervisão estratégica, mobilizando recursos internacionais e assegurando a prestação de contas durante a transição de Gaza do conflito para a paz e o desenvolvimento”.
O texto da Casa Branca afirma que o Conselho contará com um comitê executivo fundador que terá como função “executar as diretrizes do Conselho da Paz” e será composto por líderes com “experiência em diplomacia, desenvolvimento, infraestrutura e estratégia econômica”.
Trump convidou outros líderes para integrar o Conselho da Paz e os outros órgãos criados para supervisionar o fim do conflito em Gaza. A Casa Branca disse na 6ª feira (16.jan) que novos nomes seriam divulgados em breve.
Entre os líderes convidados estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
O Poder360 apurou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o convite, mas não deu uma resposta ainda ao governo norte-americano.
No âmbito do Conselho da Paz, segundo a Casa Branca, foram também indicados por Trump Aryeh Lightstone e Josh Gruenbaum, que vão atuar como assessores seniores, encarregados de conduzir a estratégia e o dia a dia das operações.
Além deles, Nickolay Mladenov, político búlgaro e ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, atuará como Alto Representante para Gaza. Ele será o elo no terreno entre o Conselho da Paz e o NCAG (Comitê Nacional para a Administração de Gaza, na sigla em inglês).
O NGAC terá como objetivo “restaurar os serviços públicos essenciais, reconstruir as instituições civis e estabilizar a vida cotidiana em Gaza”. Presidirá o NCAG, Ali Shaath, ex-vice-ministro da AP (Autoridade Palestina), que governa partes da Cisjordânia que não estão sob controle de Israel.
No comando da ISF (Força Internacional de Estabilização, na sigla em inglês) estará o major-general Jasper Jeffers, que “liderará as operações de segurança, apoiará a desmilitarização e viabilizará a entrega segura de ajuda humanitária e materiais para reconstrução”.


