A liquidação do Will Bank, determinada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21) trouxe incerteza para todos aqueles que tem exposição ao banco digital. A XP IA liquidação do Will Bank, determinada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21) trouxe incerteza para todos aqueles que tem exposição ao banco digital. A XP I

XP teve quase 15% do Will Bank, mas trocou por CDBs do Banco Master

A liquidação do Will Bank, determinada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21) trouxe incerteza para todos aqueles que tem exposição ao banco digital. A XP Investimentos chegou a ter 14,9% do Will, mas zerou sua participação em 2024 após a instituição ser vendida ao Banco Master, em troca de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo próprio Master, segundo a coluna Painel S.A, da Folha de S. Paulo.

Desde novembro o Will Bank operava sob regime de administração temporária (mecanismo adotado quando a continuidade das operações está em risco).

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A XP está entre as instituições que mais distribuíram CDBs do Banco Master a investidores, com uma quantia estimada em R$ 26 bilhões.

Em nota enviada ao Monitor do Mercado, a XP Asset Management afirmou que a exposição ao Will Bank ocorreu exclusivamente por meio de um fundo de private equity, voltado a investidores qualificados e profissionais, sem uso de capital próprio.

Cronologia da exposição da XP ao Will Bank

Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o fundo XP Private Equity I investiu R$ 150 milhões no Will Bank em 2021, em uma rodada que somou R$ 250 milhões ao lado da Atmos Capital. Com o aporte, a XP passou a deter 14,9% do capital da instituição financeira.

Em março de 2022, a participação foi reavaliada em R$ 301,5 milhões. Já em 2024, o valor caiu para R$ 253 milhões, refletindo a deterioração do desempenho do banco digital.

Após o Banco Master assumir o controle do Will Bank, a XP negociou a saída do investimento. A corretora trocou sua participação pela compra de R$ 410 milhões em CDBs do Master, títulos de renda fixa emitidos por bancos para captação de recursos.

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Na mesma operação, a XP vendeu R$ 205 milhões desses papéis a investidores. À época, os CDBs do Master ofereciam rentabilidade acima da média de mercado, o que ampliou a demanda pelos títulos.

Dados mais recentes do fundo, divulgados em março de 2025, mostram que a XP comprou outros R$ 180 milhões em CDBs do Master e repassou R$ 308 milhões ao mercado, mantendo ainda R$ 73,5 milhões em carteira.

Os números referentes ao período entre março e setembro do ano passado (quando as investigações sobre o Master se intensificaram) ainda não foram divulgados.

O que diz a XP

Na nota enviada ao Monitor, a gestora afirmou que a participação minoritária de 14,9% foi mantida entre 2021 e 2023 e representou 10,9% do portfólio do fundo, que tinha investimentos em diferentes setores.

“O investimento, fez parte de uma carteira diversificada, e representou 10,9% do portfólio do fundo, que também investiu em setores como Oftalmológico, Seguros, Financeiro e E-commerce, sempre buscando o melhor retorno para seus cotistas”, explicou.

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A XP informou ainda que a venda da participação minoritária ocorreu em 2023, com aprovação em 2024, por meio de um processo competitivo, encerrado antes de se tornarem públicos os eventos recentes envolvendo a instituição.

“O processo foi concluído muito antes de se tornarem públicos os eventos recentes envolvendo a instituição. A operação seguiu as melhores práticas de compliance e mercado, e foi integralmente aprovada pelos órgãos reguladores competentes”, completou a XP.

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