PF apura possível contratação de comunicadores para difundir conteúdos contra a execução extrajudicialPF apura possível contratação de comunicadores para difundir conteúdos contra a execução extrajudicial

Toffoli autoriza investigação de influenciadores que criticavam o BC

2026/01/29 02:14

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o pedido da PF (Polícia Federal) para instaurar inquérito sobre o uso de influenciadores pelos sócios do Banco Master para atacar o BC (Banco Central). Os investigadores querem apurar se o empresário Daniel Vorcaro contratou influenciadores para difundir conteúdos contra a execução extrajudicial do banco.

Em nota, a defesa afirmou que Vorcaro “não tem qualquer relação com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública”. Os advogados afirmam que o empresário pede que seja aberta uma investigação específica para apurar uma “campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação”.

Especulações sobre uma possível campanha de “fake news” sobre o BC vieram à tona depois de a jornalista Malu Gaspar publicar, em 6 de janeiro, uma reportagem afirmando que influenciadores receberam propostas para divulgar informações favoráveis ao Master e contrárias à decisão do BC de liquidar do banco. O decreto da liquidação foi em 18 de novembro de 2025.

Em 8 de janeiro, a defesa de Vorcaro negou conhecimento da contratação de comunicadores para disseminar notícias falsas contra a autoridade monetária. Os advogado afirmam que o empresário é vítima de campanha de “divulgação massiva de fake news contra si, lastreadas em correlações falsas e maliciosas, extrapolando o direito à informação”.

Leia a íntegra da nota da defesa: 

“A defesa de Daniel Vorcaro informa que ele não tem qualquer relação com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública. Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master. 

“Vorcaro já requereu a abertura de investigação específica para apurar a origem, autoria e responsabilidade pela produção e circulação dessas notícias falsas e ofensivas, justamente para afastar insinuações indevidas e permitir o esclarecimento completo dos fatos. A defesa permanece colaborando com as autoridades competentes e segue à disposição para contribuir com o avanço das apurações relacionadas a este e aos demais aspectos do caso.

VEREADOR DIZ TER RECEBIDO PROPOSTA

O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), disse ao Poder360 que recebeu uma proposta de uma empresa para gravar conteúdos para desacreditar o Banco Central, instituição que decretou a liquidação do Banco Master. Segundo a empresa, por meio dos conteúdos, ele também deveria defender o Banco Master.

O político afirmou a este jornal digital que o nome de Daniel Vorcaro foi citado durante a proposta feita pela agência UNLTD Network Brazil como sendo o contratante. Segundo ele, a citação foi feita “verbalmente”, durante chamadas de vídeo realizadas com os representantes da agência.

A proposta para convidar Rony para a publicidade foi enviada, inicialmente, para o WhatsApp do assessor do vereador Nathan Felipe. De acordo com as mensagens, obtidas pelo Poder360, foi inicialmente oferecido um contrato de confidencialidade que deveria ser assinado antes de a proposta de trabalho ser apresentada. Caso as informações fossem divulgadas, o contratado deveria pagar uma multa de R$ 800 mil. Leia a íntegra do contrato (PDF – 430 kB).

Rony, atualmente, conta com 1,7 milhão de seguidores em redes sociais e se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo Estado de Santa Catarina. Leia mais sobre o caso nesta reportagem.

BANCO MASTER

A PF apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro orquestrado pelos sócios do Master e fundos de investimento. Desde dezembro, o caso está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por haver indícios de envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro.

A liquidação extrajudicial do Master e do Will Bank representou o maior rombo bancário do país. Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento, cujo banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.

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