Notas de dólar em destaque ilustram a movimentação do câmbio em um dia de maior cautela nos mercados globais
Na quinta-feira (29), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,1903, após ter começado o dia cotado a R$5,1974.
O dólar iniciou nesta sexta-feira (30) cotado a R$5,1930.
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Na quinta-feira (29), o dólar comercial fechou com variação de -0,2%, valendo R$5,1934, após ter começado o dia cotado a R$5,2049.
A sexta-feira é marcada pela expectativa em torno da indicação de Donald Trump para a presidência do Federal Reserve, além de dados relevantes de inflação e atividade no exterior. No Brasil, indicadores fiscais e do mercado de trabalho ajudam a balizar o curto prazo.
O ambiente é de cautela, com investidores reduzindo convicção direcional diante do risco de mudanças na condução da política monetária americana. Declarações políticas seguem como fator de volatilidade adicional.
Nesse contexto, os mercados priorizam liquidez e proteção, aguardando maior clareza sobre juros, dólar e fluxos globais.
O dólar se fortalece frente às principais moedas, apoiado pela expectativa de um nome mais dovish para o comando do Fed. As apostas de mercado acertaram o nome de Kevin Warsh, que foi indicado nos últimos minutos por Trump por meio das redes sociais.
As bolsas europeias operam em alta moderada após dados positivos, enquanto os futuros de Nova York mostram desempenho misto. Metais e energia recuam, refletindo ajuste técnico e menor apetite a risco.
No radar político, seguem as negociações para evitar shutdown nos EUA e a implementação de tarifas comerciais, elevando a incerteza global.
A agenda internacional traz inflação na Alemanha e indicadores de atividade nos Estados Unidos, importantes para avaliar a resiliência da economia americana. Os números influenciam diretamente as expectativas para a política monetária.
A temporada de balanços segue relevante, com resultados sinalizando pressão sobre margens e decisões de investimento, sobretudo em setores ligados a tecnologia e energia.
O conjunto dessas informações contribui para a manutenção das expectativas de juros, ao mesmo tempo em que mantém o mercado atento a possíveis reprecificações.
O mercado doméstico tende a acompanhar o ambiente externo, com pressão sobre as ações e maior volatilidade no câmbio. ETFs e ADRs de empresas brasileiras já indicam uma abertura mais defensiva.
Após a sequência de altas recentes, o Ibovespa pode entrar em fase de acomodação, enquanto o dólar segue reagindo principalmente ao fluxo externo e ao comportamento das moedas emergentes.
Na agenda local, a divulgação da taxa de desemprego da PNAD atingiu o resultado mais baixo da história, o que indica um mercado de trabalho forte. Segundo o IBGE, a taxa de desocupação caiu a 5,1% no trimestre encerrado em dezembro.
Os juros futuros seguem sensíveis ao noticiário externo e à leitura dos dados locais, refletindo ajustes nas apostas sobre o ciclo monetário. A curva reage de forma pontual às novidades do dia.
No câmbio, a tendência é de oscilação ao longo da sessão, com o real reagindo ao comportamento do dólar global e ao apetite por risco.
A estratégia dominante permanece defensiva, com investidores aguardando definições mais claras para reposicionar portfólios.


