O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia na última semana do mês, após a semana do Carnaval, que vai de 14 a 17 de fevereiro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou o texto ao Congresso Nacional na 2ª feira (2.fev.2026), quando foram retomados os trabalhos. Depois de analisado pela Câmara, o acordo segue para o Senado.
“Recebemos o acordo no final da tarde [de 2ª feira]. Acordo que o Brasil esperou por mais de 26 anos. Momento importantíssimo para nossa economia e para integração desses mercados, que passarão a ter condição de melhorar no intercâmbio comercial entre os países”, disse Motta.
Segundo o presidente da Câmara, o texto unirá todos os partidos da Casa, por ser de interesse do país como um todo. “Penso que esse é o encaminhamento mais célere e eficiente para dar a uma matéria tão importante para nosso país”, declarou.
O acordo UE-Mercosul foi assinado em 17 janeiro no Paraguai. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado internamente pelos legislativos de cada país do bloco sul-americano. A mesma regra vale para a União Europeia, onde o Parlamento Europeu aprovou o envio do texto para o Tribunal de Justiça da UE, medida que pode atrasar a implementação do acordo em até 2 anos.
Em mensagem enviada ao Congresso e lida durante o evento, Lula disse que a aprovação do acordo é uma das pautas prioritárias do governo para este ano. O Planalto espera que o texto seja aprovado ainda no 1º semestre.
“Depois de 25 anos de intensas negociações, sempre sob a liderança do Brasil, podemos finalmente celebrar o acordo Mercosul-União Europeia. O novo bloco detém um quarto do PIB mundial e reúne uma população de 720 milhões de consumidores. Tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar esse acordo”, escreveu o petista.
O acordo UE-Mercosul estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ao integrar mais de 700 milhões de consumidores e responder por aproximadamente 25% do PIB (Produto Interno Bruto) global. Com a assinatura, os 2 blocos assumiram o compromisso de reduzir gradualmente tarifas de importação sobre a maior parte dos produtos comercializados bilateralmente.


