Ex-mulher do fundador da Microsoft afirma que seguiu em frente após deixar o casamentoEx-mulher do fundador da Microsoft afirma que seguiu em frente após deixar o casamento

“Tristeza inacreditável”, diz Melinda sobre Bill Gates e Epstein

2026/02/04 19:20
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Melinda Gates, ex-mulher de Bill Gates, reagiu publicamente à relação do fundador da Microsoft com Jeffrey Epstein depois da divulgação de novos arquivos do caso pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os documentos foram tornados públicos na 6ª feira (30.jan.2026).

Em declaração, Melinda afirmou sentir apenas tristeza ao tratar do assunto e relacionou o episódio às decisões que tomou nos últimos anos. “Tristeza, simplesmente uma tristeza inacreditável, uma tristeza inacreditável, certo? E, de novo, consigo pegar a minha própria tristeza e olhar para aquelas jovens garotas e dizer: meu Deus, como isso aconteceu com aquelas garotas? Certo. Então, para mim, é só tristeza, tristeza, você sabe. Eu deixei, eu deixei meu casamento”, disse à emissora americana NPR.

Melinda, que se divorciou de Bill em 2021, acrescentou que a situação teve impacto direto em sua vida pessoal e profissional. “Eu tive que deixar meu casamento. Eu quis deixar meu casamento. Senti que precisava, eventualmente, deixar a fundação [Fundação Bill e Melinda Gates]. Então, é só triste. Essa é a verdade. E é meio que, pelo menos para mim, consegui seguir em frente na vida”, afirmou.

Bill Gates aparece em registros pessoais atribuídos a Jeffrey Epstein. Em um e-mail enviado por Epstein a si mesmo em 18 de julho de 2013, o financista afirma que o fundador da Microsoft teria contraído uma doença sexualmente transmissível após manter relações sexuais com “garotas russas”.

Em outra mensagem, também registrada em formato de diário pessoal, Epstein escreveu que teria ajudado o dono da Microsoft a adquirir remédios “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”. Segundo o texto, as substâncias seriam destinadas a Melinda, então mulher de Gates. Não está claro se Epstein chegou a encaminhar essas mensagens a outras pessoas.

“Para piorar ainda mais a situação, você me implora que eu apague os e-mails referentes à sua DST [doença sexualmente transmissível], ao seu pedido para que eu lhe forneça antibióticos que você possa dar secretamente para Melinda e a descrição do seu pênis”, escreveu Epstein no e-mail que enviou a si próprio.

Os trechos fazem parte do conjunto de arquivos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no caso Epstein, que reúne registros, mensagens e documentos produzidos pelo financista antes de sua morte e que continuam a expor conexões com figuras públicas. Entre os papéis tornados públicos, há referências a acusações de abuso sexual envolvendo adolescentes e a contatos mantidos por Epstein ao longo dos anos.

Além de Bill Gates, outros bilionários são citados nos cerca de 3,5 milhões de documentos, como o presidente Donald Trump (Partido Republicano) e o empresário Elon Musk.

GOVERNO DOS EUA NEGA VERACIDADE

O nº 2 do Departamento de Justiça, Todd Blanche, declarou que a Casa Branca não teve “nenhuma supervisão” sobre a revisão dos documentos relacionados à investigação de Epstein. Democratas e críticos de Trump afirmam que o governo dos EUA tenta ocultar documentos e referências ao republicano no caso.

“Eles não supervisionaram esta revisão. Não disseram a este Departamento como conduzir nossa revisão, o que procurar, o que ocultar ou o que não ocultar”, disse o nº 2 do Departamento de Justiça.

O Departamento de Justiça dos EUA é conhecido pela sigla em inglês “DOJ” (de “Department of Justice”). Pam Bondy comanda o “DOJ” de Trump, e ocupa o cargo de “attorney general”. É errado traduzir “attorney general” para “procurador-geral”. É não há no Brasil um órgão equivalente ao “DOJ”. Esse departamento representa o governo norte-americano em assuntos jurídicos e, quando solicitado, dá conselhos e emite pareceres para a Casa Branca e outros ministérios (departamentos). Em determinadas situações, o “attorney general” pode realizar sustentações orais perante a Suprema Corte dos EUA.

Todd Blanche afirmou que podem existir documentos, imagens e vídeos falsos nos arquivos divulgados nesta 6ª feira (30.jan): “Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas, e se tivessem qualquer fragmento de credibilidade, certamente já teriam sido usadas contra o presidente Trump”.

Trump nunca foi acusado formalmente de nenhum crime relacionado ao caso Epstein. Ele nega ter conhecimento ou envolvimento com o esquema de tráfico e abuso sexual que era comandado pelo financista.

ARQUIVOS DO CASO EPSTEIN

As páginas que foram reveladas nesta semana são mais uma parte do que o governo dos EUA tem sobre Epstein. Donald Trump sancionou em 19 de novembro de 2025 um projeto de lei que havia sido aprovado pelo Congresso para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar todas as informações da investigação sobre o empresário.

Estão nos arquivos e-mails enviados e recebidos pelo financista, conversas com aliados, sócios e lobistas e análises econômicas, além de manuscritos de livros, artigos de notícias e até poesias que eram enviadas a ele.

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