Ataques israelenses nesta 4ª feira (4.fev.2026) mataram 21 pessoas em Gaza, incluindo 6 crianças. As informações são do Ministério da Saúde de Gaza –controlado pelo Hamas–, citado pela agência Reuters.
Os bombardeios aéreos foram realizados depois da reabertura da passagem de Rafah, principal caminho para a fronteira com o Egito, na 2ª feira (2.fev).
A FDI (Forças de Defesa de Israel) justificou no X o ataque como resposta a disparos de “terroristas” contra tropas israelenses que atuavam próximo à linha de armistício com o Hamas, deixando um soldado “gravemente ferido”.
Um responsável de saúde de Gaza disse à Reuters que Israel interrompeu a passagem de pacientes pela passagem de fronteira de Rafah para o Egito. A Cogat (Coordenadoria de Atividades Governamentais nos Territórios, em tradução livre), órgão israelense, desmentiu a informação em post no X.
“Contrariando as notícias veiculadas pela mídia de Gaza, a passagem de Rafah foi reaberta esta manhã normalmente, em conformidade com o acordo e o compromisso de Israel”, escreveu a coordenadoria.
O exército israelense tomou a passagem de Rafah em maio de 2024, afirmando que o trecho fazia parte das operações de contrabando do Hamas. O trecho permite a entrada de ajuda humanitária na região de Gaza. A reabertura faz parte do plano estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) para o acordo de paz na região.

