Imagem da Nasa mostra a região ativa 4366, mancha no Sol onde ocorreram as erupções — Foto: Divulgação/Nasa
Pelo menos quatro fortes erupções solares foram registradas entre domingo (1º) e esta segunda-feira (2), segundo informou a Nasa. Os eventos tiveram origem na região da mancha solar AR4366 e foram classificados nas categorias mais severas da escala usada para medir esse tipo de atividade no Sol.
Três dos clarões ocorreram no domingo: o primeiro foi classificado como X1.0, seguido por um evento considerado excepcional, de classe X8.1, e um terceiro de intensidade X2.8. Já nesta segunda-feira, a agência espacial norte-americana registrou uma quarta erupção, de classe X1.6. As erupções do tipo X são as mais intensas e têm potencial para afetar satélites em órbita da Terra.
De acordo com a Nasa, erupções solares podem provocar distúrbios em comunicações de rádio, redes elétricas e sistemas de navegação, além de representar riscos para astronautas em missões espaciais. Apesar disso, a agência ressalta que a maioria das partículas liberadas nessas explosões é barrada pela atmosfera terrestre, o que reduz riscos diretos para os seres vivos.
As erupções solares fazem parte da atividade natural do Sol e ocorrem diversas vezes ao longo do ano. No entanto, uma sequência de explosões fortes da classe X concentradas em poucos dias é considerada pouco comum. Esses fenômenos estão ligados ao ciclo solar, que dura em média 11 anos e envolve a inversão do campo magnético do astro, período em que aumentam as manchas solares e a ocorrência de erupções.
Segundo a Nasa, as explosões acontecem quando campos magnéticos do Sol se reconectam de forma abrupta, liberando grandes quantidades de energia e partículas carregadas que podem viajar por milhares de quilômetros no espaço.
O histórico desses eventos inclui episódios extremos. Em 1859, uma erupção deu origem à maior tempestade eletromagnética já registrada, causando falhas em sistemas telegráficos e auroras visíveis em regiões incomuns, como o Havaí e Cuba. Pesquisadores estimam que, se um fenômeno semelhante ocorresse hoje, os prejuízos poderiam chegar a trilhões de dólares, devido à dependência atual de tecnologias sensíveis à atividade solar.


