Funcionários do Google assinaram uma petição na 6ª feira (6.fev.2026) para exigir que a empresa deixe de oferecer serviços de nuvem para o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) dos Estados Unidos. Mais de 800 profissionais assinaram o documento, segundo o jornal The New York Times.
Os pedidos vêm depois que 2 pessoas morreram em Minneapolis, no Estado de Minnesota, durante operações de fiscalização imigratória da agência. Os funcionários disseram estar “estarrecidos com a violência” e com as “operações no estilo paramilitar” conduzidas por agentes de imigração. Segundo os profissionais, o Google estaria dando suporte a essas ações.
Também pediram para que a empresa adote medidas de segurança para proteger seus funcionários. Alegam uma suposta tentativa de entrada de agentes do ICE no campus do Google em Cambridge, Massachusetts. A petição enviada à direção pede ainda uma sessão de perguntas e respostas com os executivos.
O documento foi organizado pelo No Tech for Apartheid, um grupo de funcionários do Google e da Amazon que defende o fim do contrato conjunto das empresas para oferecer serviços de nuvem para o exército e o governo de Israel. Mais de 500 pessoas assinaram nas primeiras 24 horas.
A petição cita o fornecimento de serviços de nuvem do Google para a CBP, a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos. Menciona também a parceria da empresa com a Palantir, uma companhia de análise de dados e tecnologia que criou um software para rastreio de imigrantes.
Em 24 de janeiro de 2026, Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, foi baleado por agentes do ICE em Minneapolis e morreu. O DHS (Departamento de Segurança Interna) dos EUA disse que o homem portava uma pistola. Não ficou claro se ele chegou a apontar arma para os oficiais. Gravações feitas por testemunhas não mostram o objeto.
Já Renne Good, de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por disparos dos agentes também uma durante operação do ICE em Minneapolis.


