Investidores de cripto enfrentaram um expressivo aumento nos chamados ataques sofisticados de “phishing de assinatura” em janeiro, com prejuízos que saltaram mais de 200%.
De acordo com dados da Scam Sniffer, empresa de segurança em blockchain, ataques de phishing de assinatura drenaram cerca de US$ 6,3 milhões dos wallets de usuários no primeiro mês do ano. Embora a quantidade bruta de vítimas tenha caído 11%, o valor total roubado subiu 207%, em comparação com dezembro.
Essa divergência indica uma mudança tática entre os cibercriminosos, em direção ao “whale hunting”. A estratégia consiste em focar em um grupo menor de pessoas com alto patrimônio, ao invés de mirar diversas contas de investidores de varejo.
A Scam Sniffer informou que apenas duas vítimas representaram quase 65% das perdas totais oriundas do phishing de assinatura em janeiro. No maior incidente, um usuário perdeu US$ 3,02 milhões após assinar uma função maliciosa chamada “permit” ou “increaseAllowance”.
Esses mecanismos concedem a terceiros acesso ilimitado para mover tokens a partir do wallet. Assim, os invasores conseguem drenar ativos sem que o usuário aprove manualmente cada nova transação.
Enquanto golpes de assinatura dependem de permissões confusas, uma ameaça distinta e igualmente danosa conhecida como “address poisoning” também preocupa o setor.
Em um caso extremo desse tipo de fraude, um único investidor perdeu US$ 12,25 milhões em janeiro ao enviar recursos para um endereço fraudulento.
O address poisoning explora o hábito do usuário de copiar e colar endereços. Os responsáveis criam endereços “vanity” que simulam os primeiros e últimos caracteres de um wallet legítimo, encontrado no histórico de transações da vítima.
O criminoso espera que o usuário cole o endereço comprometido diretamente a partir desse histórico sem conferir toda a sequência de caracteres.
Diante do aumento desses casos, a Safe Labs, responsável pela popular multisig wallet que antes se chamava Gnosis Safe, divulgou um alerta de segurança. A empresa apontou uma campanha coordenada de engenharia social contra sua base de usuários, empregando cerca de 5.000 endereços maliciosos.
Como consequência, a empresa orientou que sempre seja conferida toda a sequência alfanumérica de qualquer endereço de destinatário antes de realizar transferências de alto valor.
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