A JiveMauá virou dona da Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) após converter debêntures em ações e atingir 99,63% do capital social da companhia listada na Bolsa brasileira, segundo fato relevante enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicado na última sexta-feira (6).
Agora, a gestora detém 5,67 bilhões de ações ordinárias, resultado da conversão da 13ª emissão de debêntures, contratada em 1º de dezembro de 2025. Na prática, a operação transforma um credor em acionista controlador, alterando substancialmente a estrutura de capital da Sequoia.
Os papéis da companhia despencam com a notícia. Às 12h20 (horário de Brasília) desta segunda-feira (9), as ações caem 21,74% (R$ 0,90).
A empresa de logística abriu capital em outubro de 2020, em um IPO que levantou cerca de R$ 1 bilhão, surfando a onda de crescimento acelerado do e-commerce durante a pandemia. Nos anos seguintes, no entanto, a combinação de expansão agressiva, custos elevados, integração complexa de aquisições e deterioração do cenário macroeconômico pressionou margens, caixa e endividamento.
Esse processo culminou, a partir de 2023, em uma reestruturação extrajudicial que reposicionou a Sequoia como um típico caso de turnaround (reestruturação profunda). Foi nesse contexto que a então Jive Investments — hoje JiveMauá, após a fusão com a Mauá Capital — entrou no capital por meio de instrumentos de dívida, assumindo gradualmente papel central na sobrevivência financeira da companhia.
A conversão encerra este processo e faz com que a Sequoia deixe de ser uma empresa de capital pulverizado, operando sob o comando quase integral de um único gestor. A gestora tem, agora, com liberdade para ajustes operacionais, renegociação final de passivos e eventuais mudanças estratégicas, reduzindo a pressão típica do mercado aberto.
Também entra no radar a possibilidade de uma saída da Bolsa no futuro, ainda que nenhum movimento nesse sentido tenha sido formalmente anunciado até aqui.
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