Em entrevista ao vivo concedida à CNews na 2ª feira (9.fev.2026), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o chefe do Executivo francês, Emmanuel Macron (Renascimento, centro).
O pré-candidato à Presidência afirmou que o Brasil “não vive uma democracia plena” e atribuiu decisões judiciais recentes a uma perseguição política contra a oposição.
Durante a conversa, Flávio voltou suas críticas ao STF e mencionou por diversas vezes o nome de Moraes. Segundo o senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria sido condenado por “inimigos políticos” –o que, segundo ele, mostra a deterioração institucional no país.
O senador abordou as investigações envolvendo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e citou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, ao falar de suspeitas de desvios em benefícios previdenciários. Ele afirmou que o caso evidenciaria uma “crise moral” no Brasil.
“O Brasil passa hoje por graves acusações de roubo de aposentados do nosso sistema previdenciário, sendo que é acusado de desviar dinheiro o próprio filho do presidente Lula”, disse
Investigações apuram eventuais ligações de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em declaração recente, Lula disse que, se houver envolvimento do filho, deverá “pagar o preço”.
Na avaliação de Flávio, Brasil e França deveriam eleger “novos presidentes” no próximo ciclo eleitoral. Ao criticar Macron, o senador disse que o país europeu “não aguenta mais um governo de extrema incompetência”, e que a nação sul-americana não suportaria outro mandato “de extrema-esquerda”.
Ele acusou o presidente francês de visitar o Brasil “apenas para tirar fotos abraçando árvores na Amazônia” e afirmou que críticas ambientais feitas por Macron se concentraram no período em que Jair Bolsonaro governava o país.
Macron esteve no Brasil em 2024 e também participou da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima), realizada em Belém, onde tratou de cooperação ambiental com o governo brasileiro.
Questionado pelos entrevistadores sobre política internacional, Flávio comentou a retirada de Alexandre de Moraes de uma lista de sanções da Lei Magnitsky pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). Segundo ele, a decisão estaria ligada à importância estratégica do Brasil na geopolítica global. Em outro momento, classificou o acordo entre União Europeia e Mercosul como “passo adiante importante”, afirmando que o pacto não teria impacto relevante sobre produtores rurais franceses.
Flávio já esteve em Israel nos últimos dias e está na Europa para uma série de encontros com políticos da direita europeia. Ele divulgou imagem ao lado da deputada Marion Maréchal, ligada ao Reunião Nacional.


