O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou a sessão desta sexta-feira (27) em queda de 1,16%, aos 188.786,98 pontos. Após renovar recorde ao superar os 191 mil pontos no fechamento, o índice recuou por três pregões seguidos.
A queda foi impactada pela divulgação da prévia oficial da inflação, medida pelo IPCA-15, que subiu 0,84% em fevereiro. O resultado ficou acima das expectativas do mercado. Com isso, houve abertura da curva de juros — alta nas taxas futuras negociadas no mercado.
No exterior, o ambiente seguiu volátil. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não tomou decisão sobre o Irã, mas não descartou o uso de força militar. As declarações influenciaram o petróleo e fizeram os contratos futuros do Brent e do WTI subirem mais de 2,5%.
Apesar do recuo na sessão, a Bolsa brasileira avançou 4,09% em fevereiro e acumula alta de 17,17% no primeiro bimestre. É o melhor desempenho para o período inicial do ano desde 1999.
As ações da Petrobras fecharam em queda: ON (PETR3) recuou 0,05% e PN (PETR4) desvalorizou 0,71%. A Vale caiu 0,83% na sessão, mas avançou 4,92% em fevereiro, mantendo alta de quase 23% em 2026.
No setor bancário, o desempenho foi misto. O Santander (Unit) caiu 2,70%, enquanto o Bradesco (PN) subiu 0,81%, após anúncio de consolidação dos negócios de saúde na BradSaúde.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Prio (+4,11%), Usiminas (+2,32%) e BRF (+2,17%). Já entre as quedas, ficaram Cosan (-5,27%), Natura (-5,20%) e Caixa Seguridade (-4,05%).
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