O Banco Central Europeu (BCE) manteve suas principais taxas de juros inalteradas pela sexta reunião consecutiva nesta quinta-feira (19), em meio à inflação próxima da meta (de 2%) e ao acompanhamento dos efeitos da guerra no Oriente Médio.
A autoridade monetária manteve a taxa de depósito em 2%, a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de empréstimos em 2,40%. O resultado ficou em linha com as expectativas de analistas consultados pela Broadcast.
Antes de interromper o ciclo de flexibilização monetária em julho de 2024, o BCE havia reduzido os juros em oito reuniões consecutivas.
No comunicado, o banco afirmou que a guerra no Oriente Médio tornou a perspectiva econômica “significativamente” mais incerta, avaliando que há risco de alta para a inflação, especialmente devido à elevação dos preços de energia, e risco de desaceleração do crescimento econômico.
Após a divulgação, a presidente do Banco Central, Christine Lagarde, destacou, em coletiva de imprensa, que os indicadores de inflação subjacente — que excluem itens mais voláteis como energia e alimentos — permanecem consistentes com a meta.
Apesar disso, afirmou que a instituição está mais atenta aos riscos para as perspectivas econômicas, principalmente diante do aumento das tensões geopolíticas.
Lagarde também afirmou que a instituição está mais bem posicionada para lidar com choques econômicos do que em 2022, durante o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Ela disse que a instituição está pronta para “fazer o que for necessário” diante de um ambiente de maior incerteza global.
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