A Stacks (STX) entrou na primeira semana do ano com forte atenção do mercado. Especialmente porque a criptomoeda tenta romper uma resistência chave próxima de US$ 0,3500, mesmo após registrar uma alta expressiva de 17% no domingo. O movimento mostra que o ativo vive um momento de maior demanda. Isso é impulsionado pelo avanço das soluções de camada 2 do Bitcoin e pelo crescimento contínuo do Valor Total Bloqueado (TVL) no ecossistema.
No entanto, o STX opera em leve queda de 2% no momento, enquanto luta para superar essa barreira técnica. A resistência se tornou o principal desafio para o curto prazo. Ela ganhou importância porque o ativo segue preso entre dois pontos decisivos: a zona de demanda recuperada em US$ 0,3400 e uma linha de tendência descendente. Esta linha é formada pelas máximas de agosto e setembro de 2025. Essa compressão do preço indica um ponto de decisão para os investidores, que agora analisam cada variação com mais cautela.
A crescente demanda on-chain também sustenta esse cenário. Dados recentes mostram que o TVL do ecossistema ligado ao Bitcoin subiu para US$ 7,176 bilhões, acima dos US$ 6,728 bilhões registrados na semana anterior.
Esse aumento se relaciona ao maior interesse em soluções DeFi que utilizam o Bitcoin como base, movimento que ganha força em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Venezuela. A crise pode reduzir a oferta de BTC no mercado, o que estimula plataformas que utilizam o ativo em operações de staking e liquidez.
Além disso, a chegada do USDCx, novo ativo da Circle, fortalece a atividade no Stacks. Isto ocorre por permitir liquidação em dólar e interoperabilidade ampliada por meio do xReserve. Essa integração cria novos caminhos para usuários e protocolos utilizarem stablecoins lastreadas em Bitcoin, reforçando a atratividade da rede.
Os dados da DeFiLlama mostram ainda que o TVL da própria Stacks subiu para US$ 129,73 milhões. Este é um salto relevante em relação aos US$ 116,62 milhões da semana passada. O movimento confirma que o uso da camada 2 desperta novamente. Isto é significativo mesmo após meses de fraqueza no setor.
O mercado de derivativos amplia esse quadro positivo. O interesse em aberto dos futuros de STX subiu para US$ 27,79 milhões, bem acima dos US$ 16,49 milhões observados na última quinta-feira. Um avanço desse tamanho, combinado com alta recente no preço, costuma sinalizar renovação no apetite por risco e aumento de posições compradas entre investidores de varejo.
Do lado técnico, analistas acompanham de perto o comportamento do STX ao redor da resistência atual. Um fechamento diário acima de US$ 0,3500 abriria espaço para um movimento em direção ao importante patamar psicológico de US$ 0,50. Nessa região, uma zona de oferta pode surgir. O Índice de Força Relativa (IFR) está em 69, indicando forte pressão compradora, mas também alertando para possível exaustão caso o ativo se aproxime da região de sobrecompra.
Enquanto isso, o MACD reforça a tendência positiva, já que suas linhas mostram inclinação de alta e o histograma exibe barras verdes consecutivas. Esse conjunto indica que o mercado mantém certo impulso, mesmo que enfrente barreiras técnicas imediatas.
Se o preço perder o suporte de US$ 0,3400, a Stacks pode recuar até a EMA de 50 dias, atualmente em US$ 0,3060. Esse seria o primeiro sinal de enfraquecimento após a forte recuperação observada nos últimos dias.
Assim, a previsão do Stacks segue concentrada em uma única pergunta: o ativo romperá a resistência e buscará níveis mais altos, ou encontrará nova pressão vendedora antes de tentar outra alta? O mercado acompanha de perto, porque o resultado pode definir o ritmo de STX neste início de ano.
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