A pressão sobre o XRP aumentou de forma constante nesta semana e colocou o ativo em uma posição delicada, enquanto o mercado tenta absorver sinais divergentes de fluxo e de sentimento. Nesta sexta-feira, o token negociava pouco acima do suporte imediato em US$ 1,90, mas a tendência geral aponta para um cenário de maior fragilidade, já que a demanda segue contida e o volume de vendas continua alto.
O interesse do varejo, que sempre funcionou como motor de impulso para movimentos rápidos, permanece enfraquecido desde a correção brusca de outubro. Naquele momento, mais de US$ 19 bilhões foram liquidados em apenas um dia e deixaram marcas profundas no comportamento do mercado.
Desde então, a participação dos pequenos investidores caiu, criando um ambiente de menor volume e maior sensibilidade a pressões externas. Esse movimento ajuda a explicar por que o XRP não consegue sustentar tentativas de recuperação.
Os dados dos derivativos reforçam essa leitura. O Open Interest futuro, que indica a força das posições em aberto, despencou de US$ 8,36 bilhões, em 10 de outubro, para US$ 3,33 bilhões nesta sexta-feira. Houve uma tentativa de retomada no início de janeiro, quando o indicador tocou US$ 4,55 bilhões, mas a reação perdeu força com rapidez. Assim, o token ficou ainda mais exposto a novas quedas, já que o mercado não demonstra disposição para assumir risco adicional.
Esse enfraquecimento dos derivativos abre espaço para um recuo em direção ao fundo de abril, em US$ 1,61, caso a pressão vendedora se intensifique. Embora os ETFs de XRP tenham registrado uma entrada modesta de cerca de US$ 2 milhões na quinta-feira, o fluxo total segue estável e não compensa a falta de tração no varejo.
Os dados da SoSoValue mostram que as captações somam US$ 1,23 bilhão, mas o volume de ativos líquidos permanece limitado. O quadro indica que o apetite institucional não cresceu o suficiente para inverter o humor dominante.
“O comportamento técnico também reforça o clima de cautela. O XRP opera abaixo das médias móveis exponenciais de 50, 100 e 200 dias, posicionadas em US$ 2,05, US$ 2,17 e US$ 2,30. Esse alinhamento, típico de um mercado em tendência de baixa, mostra que qualquer tentativa de alta enfrenta barreiras logo nos primeiros níveis de resistência”, disse o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev.
Ao mesmo tempo, o índice de força relativa escorregou para 41, revelando que os vendedores mantêm controle significativo do movimento. Se o indicador avançar para a região de sobrevenda, a queda pode ganhar velocidade e testar o suporte em US$ 1,85, o mínimo registrado na segunda-feira.
Outro ponto de atenção envolve o MACD, que permanece abaixo da linha de sinal e segue ampliando barras negativas no histograma. Esse padrão costuma antecipar cortes adicionais de exposição por parte de traders de curto prazo, o que costuma pressionar o preço ainda mais.
Apesar desse ambiente desafiador, o suporte em US$ 1,90 continua sendo o nível mais importante para a defesa de curto prazo. Uma reação consistente acima dessa marca poderia abrir espaço para a recuperação do patamar psicológico de US$ 2,00, mas o caminho permanece estreito. Mesmo nesse cenário, as médias móveis seguem como obstáculos diretos e limitam qualquer avanço mais amplo.
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